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O inventor do termo

REVITALIZAÇÃO DE MOTORES


Automodelismo levado a sério.
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               Frequentemente tenho conversado com amigos que reclamam que os fabricantes brasileiros de carros (nem isto são, são multinacionais. Os fabricantes brasileiros, o próprio governo deu um jeito de destruí-los) que super faturam seus preços, que é o mais caro do mundo, que tem uma qualidade comparativamente pífia, que.... 
               Isto me fez pensar  e pesquisar sobre o assunto e formei uma idéia PESSOAL.
               Idéia esta que pode ser extrapolada para além da area automotiva.
               Não quero entrar em polêmicas com ninguém, aceito que pensem diferente, e nem estou aí para isto.
               Mas resolvi escrever.
               Vamos lá ...

               Acho que temos que levar em consideração alguns pontos para entendermos o que levou a situação a ficar neste estado. A partir de 1964 até os anos 80, 90 (não me é claro quando terminou) tivemos um regime militar ditatorial que destruiu a independência do povo brasileiro, desensinando-o a pensar, a ser independente e a argumentar. Quem ousasse discordar de um bando de milicos da cúpula dirigente do país, se fosse conhecido (Caetano veloso, Gilberto Gil, Leonel Brizola) era defenestrado do país ou “se suicidava” nos porões do DOI-CODI ( Verner Herzog -http://pt.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Herzog) ou do DOPS. Se fosse desconhecido, simplesmente desaparecia.

               Então, quem definia o que o “mercado queria” eram os “Amigos do Rei”, aquele grupo de grandes empresários que vassalavam a milicada dominante ou os súditos por ela indicados. Exemplo? Rede Globo. Assistam “Além do Cidadão Kane” (http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038)

               Com a indústria automotiva, não foi diferente. Os “Três Grandes” da época (Ford, GM e VW) e depois, em 1977, a FIAT, trilhavam o caminho à Brasília, oferecendo à Cúpula Dirigente, “brindezitos” em troca de benesses tais como mercado fechado, exclusividade em “licitações abertas” e por aí a fora.
A coisa era tão feia que, quando surgiu um cara (cujo maior defeito EFETIVAMENTE  provado foi o de ser um playboyzinho cheirador criado pela própria Globo mas que ousou contrariá-la (Fernando Affonso Collor de Mello - http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Collor_de_Mello) ) suficientemente ousado para dizer que “os carros brasileiros são umas carroças” – sabemos hoje que era verdade – e abriu o mercado, foi apedrejado até a sua “quase morte” política.
               Quem se interessar no assunto, www.google.com – divirta-se.

               Bueno, o que estabeleceu-se então?
               Um mercado praticamente sem concorrência. Trabalhamos com uma economia dita capitalista mas agíamos contraproducentemente ao “modus operandi” da economia capitalista. Um dos pilares do capitalismo é o mercado livre, onde a lei da oferta e da procura é quem determina o preço de um produto. A demanda de algo que está no mercado é determinada, além do preço, pela qualidade do produto. Não é isto que você faz quando vai às compras? Tenta comprar o melhor pelo menor preço.  Isto foi formalizado há tempo por Adam Smith em “A Riqueza das Nações”, ao qual ele deu o nome de “A mão Invisível - http://pt.wikipedia.org/wiki/Mão_invisível” e é estudado em qualquer cadeira de introdução à economia.
               Então, vivíamos num país onde o preço era definido ao bel prazer de quem fabricava o produto. Não comprávamos (ainda é assim hoje?) o melhor ou o de melhor preço e sim o que “estava lá”.
              Comprávamos o que tinha - _ “É o que tem !! Não quer, vai embora que outro compra”.
               Lei de defesa do consumidor? O que é isto? Não está como anunciado ou como tu esperavas, “TE FODE”. Vai reclamar para quem quiseres. ERA ASSIM !!

               E quem ousasse trazer produtos de fora,mesmo para uso próprio, era taxado de contrabandista e não patriota. Plantamos um país onde entramos numa espiral de qualidade que diminuía mantendo ou aumentando o preço.
               Não há mágica.
               Se não há concorrência a qualidade cai.
               Se não há vários fabricantes disputando o mercado, não há condições de se produzir um produto com qualidade a um preço justo!
               A médio prazo, qual o resultado disto?
               Se o produto é ruim, o consumidor não compra. Se não compra, a indústria não produz. Resultado? Menos empregos, menos consumidores, menos emprego, menos .......

               Mas atualmente estamos entrando num mercado onde a competição com produtos estrangeiros está começando a forçar que os fabricantes de produtos dentro do Brasil esforcem-se para acompanhar os preços oferecidos por produtores de fora.
               É claro que as portas do país não podem ser simplesmente escancaradas para os fabricantes do exterior. Nossa indústria ficou muito tempo caminhando protegida por um mercado fechado e abri-lo repentinamente simplesmente destruirá a industria nacional. Por isto (entre outros motivos menos claros) as medidas protecionistas impostas pelo governo, taxando importadores que ofereçam produtos que o mercado interno produz, na tentativa de equiparas seus preços aos nacionais.

               Certamente é uma tarefa difícil a de equalizar qual a sobretaxação a ser aplicada de modo a não matar a competitividade mas também não matar a indústria nacional.

               Certamente haverá muitos mortos e feridos pelo caminho.
               Claro que é uma pena que isto aconteça mas é o único modo de aumentar a qualidade diminuindo preços.

               Só espero que, num futuro não muito distante, isto acabe resultando em benefício para a maioria de nossa população.

               Quem sobreviver, descobrirá. Ou não.

My two cents

Fernando Noronha
Tio Nonô RC
Janeiro de 2012.
 


 
Contato: tionono@mail.com

Motor Campeão Brasileiro 2007 1/10 Nitro.
Motor Campeão Sul Americano 2011 1/10 Nitro.

Como em http://www.youtube.com/watch?v=M6RTkONi0ac

2011


 

 

Tá certo! set/2011

Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.
- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

 

   
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| Não adianta ter o martelo.
| O importante é saber onde e como martelar!!
| ©By Nonô
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AMACIAMENTO PARA MOTORES DE AUTOMODELOS RTR
ADQUIRIDOS POR NOVATOS NO HOBBY.

Quanto ao amaciamento, para os automodelos RTR com recoil
MINHA ESPERIÊNCIA ATUAL É QUE DEVEMOS ESQUECER
TUDO QUE FOI ESCRITO ATÉ AGORA!!!!!
Tenho usado o método abaixo para auxiliar os novatos e
tem havido uma ótima resposta pelos motorzinhos do FW05/FW06.

Pegues o automodelo, regules a carburação dele para funcionar
RICO tanto em alta quanto em baixa.
Se ele começar a apagar, uses uma vela bem quente.
Para isto eu uso Enya 3, mas está difícil de achar. OS 3 é a alternativa.
Vá para a pista ou para uma área ampla (se estiver suja, varras a área antes),
e fiques "passeando" normalmente com teu carrinho.
Não aceleres ele muito.
Brinques com ele, sem querer fazer "peguinhas" com ninguém.
A cada 5 tanques, vás empobrecendo gradualmente a carburação.
Se não fores experiente neste acerto, peças ajuda.
Não mexas onde não tens proficiência, a fim de evitar danos.
Depois de uns 15-20 tanques poderás deixar teu modelo com a
carburação acertada para uso normal e enquanto isto terás
pego experiência em pilotar o automodelo.
Se começares a acelerar forte, troques para uma vela OS A8
e reacertes a carburação.
Para performance máxima nos GXR15, vela R5.

O amaciamento destes motorzinhos, deixando ele trabalhar frio e "lavado"
de combustível, IMHO só serve para "moer" o motorzinho.
Afinal, estes motorzinhos com recoil já vem de fábrica com uma compressão pífia.
Se você ainda tira o pouco que tem, qual será a vida útil deste motorzinho?
Aí você me diz:
_"Ah, mas o manual manda eu fazer 58 tanques  tanques com o
motor trabalhando a quatro tempos".
Temos que considerar dois pontos:
1º - Qual é o grande público alvo deste modelo?
      Certamente não é para "experts" no RC.
      Imagine o quão feliz este novo usuário ficaria
      se a fábrica instruísse como "afinar" este motorzinho "de cara",
      ele errasse e o carro quebrasse.
      Sem contar que novatos com carros rápidos são um perigo.
2º - Amaciando N tanques como motor frio ele certamente dura menos,
      De quem é que você compra kits novos?
      Não esqueça que o maior objetivo de uma corporação é o lucro.

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AMACIAMENTO PARA MOTORES PRÓ.

Caros amigos:

Participo do hobby de modelismo há bastante tempo e meu enfoque, na maior parte do tempo, é nos
motores. Sempre tive fascinação por eles. Quando criança, juntei um monte de trocadinhos e comprei na
saudosa Hobby Brinquedos, ainda na subida da Andradas, no porão, um motorzinho diesel, que foi meu
primeiro contato com estas pequenas maravilhas. Já pratiquei aeromodelismo, automodelismo,
helimodelismo e, ultimamente, automodelismo de competição. E é surpreendente o avanço tecnológico
destes motorzinhos nos últimos quatro ou cinco anos. Citando como exemplo, há cinco anos atrás(2000), os
motores .12 “de ponta” geravam 0,65 HP a 28 – 30 mil rpm. Hoje esta mesma cilindrada (.12) consegue gerar
até quase 1.8 HP a 44.000 rpm ! Alguma coisa mudou, não? Esta introdução foi para apresentar o assunto deste
folheto, o amaciamento de motores nitro. A primeira ressalva que farei é que o escopo desta matéria se
restringe exclusivamente a motores nitro do tipo ABC (Alumínio, Bronze, Cromo). Motores com cilindro de
outros materiais, (ferro, níquel) ou motores que possuem anéis, não foram testados com a metodologia
descrita a seguir. Convencionou-se como parte de cima o ponto do cilindro mais próximo à vela e chamou-se
o ponto de movimento do pistão em que ele fica mais próximo da vela de Ponto Morto Superior – PMS ou, em
inglês, Top Dead Center – TDC . Por analogia, o ponto em que o pistão fica mais afastado da vela se chama
Ponto Morto Inferior – PMI ou, em inglês, Bottom Dead Center – BDC. Os motores do tipo ABC possuem
algumas características construtivas particulares. O seu pistão não possui anel. A vedação dos gases no
momento da explosão é feita através de folgas mínimas entre a parede do pistão e do cilindro. Porém se
estas folgas mínimas existissem em todo o curso de movimento do pistão, o arrasto criado entre a parede do
pistão e a parede do cilindro causaria um atrito tão grande que não permitiria o funcionamento do motor. Para
superar este problema, a camisa do motor é construída em formato cônico, sendo o diâmetro inferior da
camisa maior que o diâmetro superior. Os fabricantes dos motores estudam a dilatação dos materiais de
modo a fazer com que seus motores tenham um ótimo rendimento à temperatura de funcionamento normal
prevista para aquele motor. Então, à esta temperatura é calculada a folga ideal entre a camisa e o pistão
quando este está no PMS, no momento da explosão dos gases. Como a dilatação do cilindro à esta
temperatura é maior do que a dilatação do pistão, principalmente do topo do cilindro, onde ocorrem o forte
das explosões, quando o motor está frio as folgas são menores. Por isto, os motores ABC, principalmente
quando novos, são difíceis de serem “girados” próximo ao PMS. Quando vamos amaciar motores de
aeromodelos, colocamo-los em bancada, usamos uma hélice um pouco menor para diminuir a carga sobre o
motor e deixamos o motor funcionar com uma mistura “rica” (mais combustível do que o ideal). “Queimamos”
vários tanques de combustível com esta regulagem e, aos poucos, vamos fechando a agulha de alta do
combustível permitindo, assim, que o motor vá atingindo maiores rotações. A cultura do aeromodelismo, pelo
menos aqui no Brasil, é muito mais antiga do que a do automodelismo. É natural que os procedimentos
usados no aero acabassem sendo incorporados ao automodelismo. Eu mesmo utilizava a técnica de
amaciamento acima descrita para os motores que seriam utilizados em meus automodelos. Porém, num
dado momento, tentando aprimorar o amaciamento dos motores que utilizava no campeonato de Off-Road,
pois eles estavam com sua vida útil muito pequena, comecei a monitorar a temperatura dos motores durante
o amaciamento e durante o seu funcionamento normal. Os motores utilizados nos aviões atingiam 60 a 85
graus centígrados, tanto no amaciamento quanto durante o vôo. Os motores dos automodelos atingiam mais
ou menos a mesma temperatura durante o amaciamento. Porém, durante as corridas eles chegam a atingir
140 graus centígrados, ou até mais, se a lubrificação do seu combustível estiver preparada para isto.
Comecei a achar que algo não estava fechando. Sempre que amaciamos um motor, seja ele para uso em
modelos ou em veículos “de verdade”, devemos prepará-lo para a sua utilização final. Se um motor é
amaciado à 70 graus, e deixamos que ele funcione por tempo suficiente para que fique macio à esta
temperatura, quando ele for colocado num automodelo e atingir, digamos, 120 graus, a folga entre o pistão e
o topo do cilindro será maior do que a desejável. Isto sem contar o tremendo stress que o pino do pistão e a
biela estarão sofrendo enquanto estivermos amaciando o motor à temperaturas mais baixas e com folgas
menores. Relembremos que, se o motor não está atingindo a sua temperatura normal de funcionamento
durante o amaciamento, principalmente se você deixá-lo funcionar tão rico que ele trabalhe em “quatro
tempos”, ele estará sofrendo uma forte “pancada” no PMS e estará “moendo” o topo do pistão. A biela
também estará sendo sacrificada. Pareceu-me lógico que se amaciasse o motor num ambiente o mais
próximo possível daquele que seria o ambiente usual do motor. Se você usa o motor sem exigir muito dele e
apenas como um modelo para uso SPORT, onde a temperatura gira por volta dos 105 graus centígrados,
amacie-o à esta temperatura. Se você está envolvido em competições, onde não é raro os motores
trabalharem a 120 graus centígrados ou mais, amacie-os a esta temperatura. E atinja esta temperatura
rapidamente. Desenvolvemos, então, uma técnica que se resume em ligar e manter o motor o mais rápido e o
mais próximo possível de sua temperatura usual de funcionamento.
_ Não use bancadas para amaciar o motor.
_ Coloque o motor no modelo, com volante, embreagem, folgas ajustadas, ou seja, pronto para ser
   utilizado normalmente;
_ Coloque combustível no tanque e faça-o chegar ao carburador;
_ Coloque o volante do motor em sua posição mais “horária” mas que esteja com movimento livre.
   Isto deve ser feito para que a caixa de partida consiga “embalar” o volante antes dele chegar no PMS;
_ Utilizando um soprador térmico ou mesmo o secador de cabelos emprestado de sua cara metade, aqueça
   bastante o cabeçote do motor. Isto permitirá que o mesmo “vire” com mais facilidade. Consegue-se deixar o
   cabeçote a 90 graus centígrados com um secador de cabelos potente.
_ Conecte o aquecedor à vela
_ Levante um eixo de rodas (geralmente as dianteiras) da caixa de partida, empurre o outro eixo para baixo
   para ligar o motor da caixa de partida, deixe-o “embalar” e baixe rapidamente o eixo que estava levantado,
   fazendo contato entre o volante do motor e a roda de borracha da caixa de partida. Se o volante virar meia
   volta e “trancar” o pistão no PMS, volte o volante no sentido horário com uma chave de fendas até deixá-lo
   livre novamente. Repita este processo tantas vezes quantas forem necessárias para ligar o motor (Com o
   tempo, se pega prática);
_ Quando o motor conseguir ligar, acerte sua alta para funcionar com bastante combustível (rico),
    mas sem deixá-lo funcionando em quatro tempos.
    É suficiente apenas que você, ao colocar o modelo no chão para andar, não consiga afiná-lo”;
_ Ande normalmente com o modelo. Não o leve ao limite de rotações.
    Monitore a temperatura máxima, que deverá ficar entre 85 e 120 graus centígrados;
_ Quando ele atingir esta temperatura, desligue o motor segurando o volante com a sola de seu calçado
   ou com o cabo plástico de uma chave de fenda (a melhor maneira de desligar um motor).
   Leve o pistão ao Ponto Morto Inferior (PMI) e deixe o motor esfriar completamente.
_ Repita este ciclo por umas oito a dez vezes. O motor deverá continuar oferecendo
   certa resistência à rotação do volante com a mão, mas aos poucos, dará partida mais facilmente. Estes ciclos
   de quente/frio também são saudáveis ao motor;
_ Você pode, agora, começar a deixar a mistura combustível/comburente mais pobre, aproximando-a do ideal de utilização.
_ O importante é entender a idéia do amaciamento.
   Deve-se fazer com que o motor atinja rapidamente a temperatura normal de funcionamento sem excesso de rotações e estando plenamente lubrificado.
_ Você deve então começar a "brincar" com seu motor, aumentando progressivamente a exigência de performance que faz sobre o mesmo.
   Para saber se ele está com uma boa lubrificação, deve observar se ele vai do início ao fim da maior reta de sua pista
   soltando uma saudável "fumacinha azul" pela saída da pipa.

Não tenha vergonha de pedir ajuda. Se você não está confiante, peça ajuda para algum de seus colegas de hobby,
preferencialmente alguém com reconhecida proficiência em motores glow.
 

Conversando com colegas de hobby, fui questionado porque esta maneira de amaciar os motorzinhos, se
correta, já não estava sendo usada há mais tempo. Não soube responder, mas fui à luta e procurei na Internet.
Verifiquei que esta maneira “nova” de amaciamento não é tão nova assim. Encontrei sites que ensinam a
fazer o amaciamento de uma maneira bem parecida. Inclusive a idéia de deixar o motor esfriar
completamente entre cada ligada foi tirada de um destes sites.

Por enquanto, era isto.

Bom proveito e longa vida para seu novo motorzinho.

Tio Nonô
07/03/2006